Entrevista da CNN: Meus oito minutos com Robert Pattinson

Traduzido/Publicado por Bruna em 02 Mar 2010


Eu só recentemente me tornei usuário do Twitter. Depois de sair de uma exibição do novo filme de Robert Pattinson, Remember Me, eu tweetei bem isso. E de repente o meu blackberry entrou em superlotação, e todas as mensagens que entravam eram de novos seguidores no Twitter. Mas na verdade, eles eram todos seguidores do Robert Pattinson.

Eu não fazia nenhuma idéia do tamanho do poder de Pattinson até que fui uma testemunha direta disso. Ontem eu entrevistei R. Patz (como seus fãs carinhosamente o chamam) no hotel Regency Hotel aqui em Nova York.

Ele estava vestindo uma jaqueta verde militar, camiseta branca lisa e jeans. O que realmente se destacava era o cabelo. Estava bem pra cima no topo. Me pareceu que ele era diferente de todos os atores que tem estilistas famosos na cola. Eu gostei disso. E

les me seguraram até a hora de eu entrar na sala. Eu pude ouvir uma das garotas no walkie talkie falando “Onde estão os cafés com leite do Robert? Já faz algum tempo.” Em seguida uma bandeja chegou até a sala com dois bules de metal.

Quando eu entrei na sala eles anunciaram o meu nome e que eu era da CNN. Pattinson se levantou e apertou minha mão. Isso raramente acontece em conferências de imprensa. Jornalista são sempre empurrados para dentro e para fora das salas de entrevista como uma porta giratória – e ninguém se levanta.

Eu achei Robert um pouco pálido, e talvez isso foi o que fez os seus olhos verdes parecerem tão verdes. É fácil conversar com ele e ele estava relaxado, embora durante a maior parte da entrevista ele gesticulava com as mãos. Algumas vezes elas iam para os seus cabelos – agora eu entendo porque o cabelo estava arrepiado para cima como se tivesse vida própria.

Ele pode ter parecido um pouco descuidado, com o cabelo bagunçado e blusa amarrotada, mas talvez isso faça dele mais interessante. Eu perguntei como ele estava. Ele não reclamou; ele se voltou para a pequena mesa que tinha perto e que agora tinha o seu café.

Ele perguntou se a minha base era em Nova York. Eu disse que sim. “Que legal,” ele falou. “O que você tem achado da neve?” ele perguntou em seu leve sotaque britânico. “Tem sido tudo bem, suportável.” Eu respondi.

Eu acho que ele começou a dizer ‘eu não consigo lidar com ela’; quando de repente alguém gritou “Acelera”. Nós rimos – era hora de começar a entrevista. Não há tempo para conversinhas, tinha uma montoeira de jornalistas do lado de fora esperando pelos seus 5 minutos com ele.

Eu perguntei a Pattinson sobre o filme e se ele achava que era sobre amor e a fragilidade da vida. “As vezes as pessoas entram na sua vida na hora certa e você sabe que elas alcançam, tem como que um objetivo que elas são destinadas a alcançar. Mas não sei se é necessariamente sobre amor mas com certeza conserta uma coisinha em cada um deles.”

Remember Me não tem um típico final de Hollywood, e o que acontece acabou vazando na internet. Eu pergunto a ele sobre a maneiro como o filme acaba. “É estranho e também é meio que uma tragédia porque é um filme também que ao mesmo tempo é estranhamente animador e também uma coisa trágica.”

“O que você faz agora pra poder ter uma vida privada?”
eu pergunto. “Tem tantos holofotes em você agora, onde você vai para fugir disso?” Pattinson se inclina para tomar um gole de seu café. “Existem tantos lugares, você tem que estar pedindo para que isso chegue a causar problemas para você.”

 Ele disse, “Eu estou gravando em Londres é o completo oposto disso aqui. Não tem ninguém a volta, e eu quero dizer nunca. Tem um grande grupo demográfico que nunca ouviu falar de Crepúsculo e é bem fácil de encontrar pequenos lugares onde você possa desaparecer.”

“Você acha que está lidando bem?”
eu perguntei. “Eu não sei ainda,” Pattinson disse com uma risada leve. “Eu estou meio que sempre trabalhando o tempo todo, então espero que eu consiga passar despercebido por tudo isso.”

Pode ser difícil para Pattinson passar despercebido por tudo isso, quando ele está bem no centro de tudo.

Tradução: Deia Almeida

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