Entrevista com Robert Pattinson na Conferência de Imprensa ‘Remember Me’

Traduzido/Publicado por Bruna em 02 Mar 2010


Ontem, jornalistas ficaram focados em Remember Me com Robert Pattinson, Emilie de Ravin, e Chris Cooper. Uma vez que Rob estava lá para falar sobre Remember Me, informações sobre Twilight foram inevitáveis.   

Houve um momento em que estava sentado com Alan Coulter e o produtor e algo aconteceu para você? Você pode dizer por que foi atraído para este personagem e sobre tomar essa decisão de produzir?   

Robert Pattinson: Bem, sobre produzir. (risos) Eu sou do tipo tímido para essa coisa de produção, porque eu não estava agindo como um bom produtor. Realmente, só aconteceu depois das filmagens para ajudar Alan e Nick a se certificar que o produto final seria o que queriam que fosse. Era o verão após o primeiro filme de Twilight. Eu li e, em seguida, encontrei-me com Alan e Nick. Eu achei eles ótimos e conversei com eles durante horas sobre o assunto. Acho que basicamente o que eu comentava com eles era que o que me chocou foi que eu estava lendo uma tonelada de scripts e não gostei de nenhum, o modo como o diálogo foi escrito e estruturado, não se encaixam em nenhum tipo de categoria normal. Ele não parecia estereotipada. Eu tinha acabado de ler toneladas e toneladas de scripts de um gênero ou outro, e era um alívio encontrar isso. Houve também alguma coisa sobre Tyler, a maneira como ele reagiu às coisas pareciam muito relativo a mim, e eu não tinha visto isso em nenhum outro personagem como ele em 100 outros scripts. Então é por isso que quando surgiu o período entre Lua Nova e Eclipse, que só tinha dois meses, você não pode realmente fazer isso muito, é difícil encontrar um filme que caiba em um período tão curto. Parecia que o ajuste perfeito.   

Ele é um personagem rebelde, especialmente com o pai. Essa idéia te atraiu?   

RP: Quer dizer, eu não sei se era a rebeldia que me interessou. Eu gostei de como parecia que Tyler não sabia contra o quê ele estava se rebelando. Parecia que não importava o que seu pai era, não importava o que todos à sua volta quisesse, ele ainda estaria se rebelando. Havia uma coisa interessante, eu gostei de como ele não estava lutando contra todos, ele apenas escolheu para lutar contra o pai. Acho que era uma família bastante destruída, e acho que ele só leva libera toda a sua fúria em seu pai porque ele é o único que pode aguentar. Quero dizer, se ele tentasse atacar sua mãe, ela provavelmente terminaria por se matar ou algo assim. Ela está muito ferido para ser capaz de fazer isso. Eu não acho que isso é particularmente típico de rebeldes. Ele só vem aos trancos e barrancos o tempo todo, então eu acho que ele meio que finge isso. Acho que, na verdade, ele está se rebelando contra si mesmo.   

Há alguma cena que foi cortada do filme, que você desejava que tivesse ficado?   

RP: Eu não sei, eu não vi a edição final. (risos)   

Então, qual foi sua cena favorita?
  

RP: Eu gosto da cena onde Tyler confronta sua irmãzinha. Basicamente, porque eu meio que imagino que seria apenas um tipo de cara durão. Realmente, há mais de uma cena que foi cortada, ou que eles não fizeram uso. Quando eu empurrei a mesa para assustá-la, na primeira tentativa eu empurrei muito forte e a mesa bateu nela e ela caiu no chão. Ela parecia absolutamente aterrorizada depois, e eu parecia ter me transformado em um psicopata. (risos) E eles tiveram que cortar, porque eles diziam “você não vai para a prisão por vandalismo, mas você iria por abuso infantil.” (risos) Isso iria, realmente, mudar a história. Isso foi muito divertido.   

Ambos os personagens parecem ser realmente abraçar a vida, e acho que o público vai realmente se indentificar com isso.Qual sentimento você acha que gira em torno do amor. O que as pessoas vão aprender ao ver este filme?   

RP: Eu acho que uma das coisas, que eu sempre gostei, é que ele não é assim. Como quando você conhece uma pessoa que você sente algo, não significa, necessariamente, que você cruzou a linha de chegada, e que “Oh, você ficará bem agora”. Acho que funcionou no relacionamento com Allie e Tyler. Eu acho que é para mostrar que tudo bem ter isso, se você só tiver um momento de felicidade, onde você se sente feliz, mesmo que seja apenas por um minuto. Vale muito. Porque eu acho que as pessoas agora, fazem todas essas coisas porque eles acham que devem ser felizes o tempo todo. Fazendo terapia e tomando anti-depressivos e todas essas coisas. Se você é feliz o tempo todo, é difícil reconhecer quando você é realmente feliz.   

O que faz você feliz?   

RP: Não sei. Acho que essas pequenas coisas. É como o que eu queria ‘passar ‘ no filme, quando pequenas coisas engraçadas acontecem, não só conhecer Allie, são todas essas coisas juntas e isso te afeta , e você ‘ Oh sim, eu estou feliz” (risos)   

E
ste filme é tão íngreme. As locações são incríveis no filme, e a gente se sente tão autenticamente em Nova York. O que é interessante para mim é que a maioria do elenco não é nova-iorquinos e não têm sotaque de Nova York, e você aparece no filme com um perfeito sotaque do Brooklyn. Gostaria de saber se, trabalhando nisso, que tipo de pesquisa você fez, ou se você sabia muito sobre Nova York em 2001. E como era de filmar nas ruas de Nova York?   

RP: Minha irmã morrou em NY por quase 5 anos e eu sempre visitava ela. Eu não sei. Quando eu li o roteiro me pareceu que o tom de voz a ser usado estava lá assim que você lia. Eu nunca tive aulas de diálogo ou coisa assim. Ironicamente, eu apenas tive aulas de diálogo para este filme que estou fazendo agora com sotaque ingles (risos). Acho que esqueci como fazer sotaque inglês.  

Mas como foi para você filmar no Queens, em NYU, como foi isso?   

RP: Foi legal. Obviamente, foi uma ótimo filmar em NYU, nós filmamos em NYU, o que é perfeito. Eu gostei de um bar, eu freqüentei algumas vezes antes de começarmos as filmagens. Isso não é exatamente uma pesquisa.(rindo) Ah sim, eu só frequentei alguns bares. (risos)   

Então essa foi a sua pesquisa em NY?   

RP: (risos) Não, quer dizer, foi legal. Eu era estava mais ficando, é difícil sair e outras coisas ali na hora. Eu fui mais de uma vez em Nova York. Há pequenas coisas engraçadas que aconteceram, as experiências que tive em Nova York, foram colocadas no roteiro. Como um amigo meu, toda a luta no começo do filme, realmente aconteceu com um amigo meu, um dia antes das filmagens e reescrevemos o roteiro. Estávamos no Alphabet City, e esse cara pulou fora do carro com um mini-taco de beisebol e bateu no rosto do meu amigo. A coisa toda. Foi literalmente, um dia antes. A coisa toda foi colocada no filme. (rindo) Curiosamente, eu não reagi da mesma maneira. (risos)  

 Você correu?   

RP: (rindo) Eu não percebi o que estava acontecendo até que foi tarde demais. (risos) Até a polícia me perguntou, eles pediram o depoimento de todas as pessoas que estavam ao redor. A polícia olhou pra mim e, foi como, “oh, tudo que justamento você não possa dar um depoimento”, e foi por causa dessa coisa toda de Twilight. E eu dizia “não, eu quero depor!” (rindo)” “Eu quero ser testemunha!”   

Alan falou muito sobre como você teve de estar focado durante as filmagens por causa da atenção constante dos paparazzi e dos fãs gritando. Como foi para você gravar um filme tão emocional, sob o olhar das pessoas falando sobre ele, e as pessoas gritando com você?   

RP: As duas primeiras semanas foram muito loucas, porque eu filmei por toda NYU e Washington Square e havia milhares de pessoas ao redor. Eu acho que para os moradores era chato também, porque todas essas multidões chegaram e mexeram com a rotina deles, o que foi muito difícil no começo. Mas, acho que depois você acaba se acostumando com isso. Você acaba bloqueando certas coisas. Eu estava tentando descobrir uma maneira de usar aquele tipo de irritação que sentíamos, mas eu não podia usá-lo para aquele personagem. Se a mesma coisa tivesse acontecido durante esse filme que estou fazendo agora, teria sido perfeito e eu poderia ter ido bater em algum paparazzi e teria sido ótimo, porque eu teria ficado no personagem. (risos) Mas não funcionou para Tyler, ele não é esse tipo de cara.  

 Você se vê tentando dar um grande intervalo entre Crepúsculo e tudo o que você faz para que as pessoas não percebam isso … algo tão diferente do fenômeno no qual todos se concentram?   

Mais para você…   


RP: Não, eu realmente não penso em fazer isso, eu não penso assim. Eu escolho roteiros da mesma maneira, eu acho, é o que eu sempre faço. Eu quase não gosto de nada, e por isso é fácil escolher um trabalho. Aqueles que eu aceito agora são todos completamente diferentes. Bel Ami é, eu pensei que havia uma espécie de ironia em Bel Ami também, porque muitas das mulheres são atraídas para este personagem e depois ele acaba com elas e rouba-lhes seu dinheiro e material. (risos) O que eu acho muito engraçado, em comparação com o personagem de Twilight. (risos) É uma espécie de pólo oposto. Não foi intencional, eu só achei Bel Ami muito engraçado, e é um personagem muito interessante. Com Remember Me, eu nunca tinha feito antes uma história simples, e não é assim tão simples, mas o seu papel de um sujeito normal tentanado se relacionar com as coisas a um nível normal é um tipo de alívio de muitas maneiras.  

 Me lembrou um pouco James Dean, o rebelde sem causa. Você pensa nele de uma maneira clássica? Quando você disse que está se rebelando contra si mesmo, que este é apenas alguém que está em uma espécie de fúria sobre a maneira como o mundo é.   

RP: Eu acho que é uma coisa bastante comum. Eu acho que há esse elemento, mas eu também estava interessado no tipo de Tyler, houve uma série de elementos de arrogância sobre ele, que eu achava que eram bastante interessantes . Para se ter uma perda em sua família, e então eu penso que muitos dos conflitos em sua família é porque ele se sente como se a atenção tivesse sido tirada dele um pouco. Você tem essas coisas mesquinhas, que te transformam nesse rebelde, e é apenas com base nessas coisas bobas, como o tipo de emoções quase desprezível que você tem sobre ele. Eu tentei trazer isso para Remember Me. Há uma razão pela qual o estereótipo de James Dean é tão comum, principalmente em atores, eu acho. Eu acho que é bastante real. Também é ideal para jovens rapazes. Acho que, de qualquer maneira. Porque assim que você parar de lutar contra algo, o que você vai fazer? Esse é o ponto principal em ser jovem, lutar contra as coisas.  

Sua química com a personagem de sua irmã mais nova era tão forte. Você pode falar sobre o que você tinha que fazer, e se havia alguma coisa diferente, se você tinha que ver como se relacionar com um ator que é uma criança?  

RP: Ele fez tudo: eu digo completamente. No primeiro dia que a conheci. Eu, Alan e Emilie estávamos sentados discutindo nossas cenas juntos e ela não disse muita coisa, e eu meio que perguntei para ser gentil. Eu dizia [abaixando a cabeça e falando em sussurro] “então, o que você acha disso tudo?” E ela estava sentada lá com seu lapis na mão. E ela estava escrevendo notas, sobre todas as coisas que estávamos dizendo, anotando. Ela é fenomenal. Ela vai ser uma grande atriz, eu acho. Ela é a melhor improvisadora que eu já conheci. Você pode literalmente dizer nada a ela, e ela vai ficar construir tudo. Mesmo se a câmera não está nela, ela vai ficar completamente no personagem o tempo todo. Além disso, ela não é só uma máscara também. Ela é tipo como um desses estranhos, hiper-inteligentes, crianças super maduras. Então eu a vi com seus amigos e ela é como uma menina quando está com seus amigos. Eu só não entendo como isso acontece nesse meio. Ela é tão fácil de lidar, você não precisa fazer nada, basta olhar para ela. É a primeira vez desde o dia em que comecei a atuar onde eu me senti completamente inconsciente, porque eu podia sentir que ela não estava em tudo. Eu adoro quando ela dizia “você é tão bobo” (risos) Isso é apenas uma coisa de menina de 11 anos.   

Como foi trabalhar com Emilie?   

RP: Ela é ótima, sim. E completamente diferente do que eu… do que eu pensei que seria o elenco.   

Você é fã de LOST?   
RP: Eu nunca assisti.   

O que você acha de Amanhecer ser filmado em duas partes?

RP: Tanto faz.


Tradução: Deia Almeida

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