Robert Pattinson fala em profundidade sobre 'Remember Me' para a TeenHollywood

Traduzido/Publicado por Deia Almeida em 04 Mar 2010


Entre os filmes de Crepúsculo, magníficos, o lindo ator  Robert Pattinson tenta pegar outros papéis que o desafiem. Não importa como a história seja, ele gosta de interpretar personagens 'intensos'.

Agora, em Nova York, Rob está nos contando que o seu personagem Tyler, no novo drama romântico 'Remember Me', é um estudante volátil da NYU tentando lidar com uma perda familiar e tentando chegar até a filha do homem responsável por despertar sua própria vontade de crescer e amadurecer. Ele admite que foi 'um pouco idiota' quando era mais novo e seu convencimento por ser ator fazia as pessoas quererem bater nele!

Robert confidencia que ele conheceu muitos jovens problemáticos em sua vida e que ele realmente parece 'pegar' isso. Robert é o protagonista, e Emilie de Ravin, de Lost, ficou muito impressionada com ele por trazer 'vários detalhes intrigantes' para o papel. Ela pensou "Como você vêm com essas coisas?" Uma dessas 'coisas' foi literalmente ele se acabando de frustração diante das câmeras... Mas o momento foi cortado do filme.

Robert diz que estava emocionado por sair da sua roupagem de vampiro pálido por um tempo, mas admite que todo o agrupamento de multidões correndo atrás dele em Nova York o 'deixou louco' por um tempo, até ele aprender a bloquear mentalmente eles em função de ganhar foco no seu personagem. Quando perguntamos se ele estava preocupado em continuar interpretando um garoto mal humorado e preocupado ele só brincou "talvez eu seja mal humorado e magoado”.

TH: Foi 'refrescante' estar num filme que você não precisa morder alguém?
Rob: Ah, eu mordi pessoas nesse (risos). Na verdade não. É diferente. Eu me sinto perdido em alguma coisa. É legal. É como um tipo de alívio  especialmente por não ter toda aquela maquiagem. Isso foi uma das principais coisas.

TH: O que te atraiu para o papel de Tyler nesse filme?
Rob: Eu o li depois do primeiro filme de Crepúsculo e eu sempre meio que gostei dele. Sempre ficou no fundo da minha mente e a oportunidade veio à tona entre o segundo e o terceiro filmes da Saga Crepúsculo; somente um pequeno período de tempo para você fazer o tipo certo de filme. Eu estava tentando lembrar de todas as pequenas coisas que eu já tinha lido e que eram perfeitas. Eu não precisei de nenhum tempo de preparação nem nada e tinha algo diferente sobre isso. Isso não se ajusta num  filme típico para jovens. Eu nunca tinha lido um script como esse, me pareceu muito realista e achei o personagem muito acessível a mim. Eu estaria sempre conectado a isso, e eu nem sei o porquê (risos).

TH: O personagem tem sérios problemas, é atormentado e tem problemas com seus pais. Você tem algum desses problemas na sua vida?
Rob: (risos) Não realmente. Mas ao mesmo tempo, eu me liguei a quem estava no elenco da família em torno do Tyler. Conheci muitas crianças que eram jovens problemáticos e então você conhece a família deles e eles estão todos dizendo "Eu não sei qual é o problema dele". Todas as famílias parecem realmente legais e os apoiam, e isso é desconhecido.Você tem essa energia e você não sabe onde situá-la. Eu acho que a razão de ele ter um problema com seu pai e não com sua mãe não é forte o suficiente para se prender a isso. Se ele de repente começar a atacar ela, ela iria se machucar e Charles, o pai dela, continuaria um lutador, então Tyler está sempre lutando contra o pai dela. Mas, eu acho que não tem qualquer problema particular a esse respeito.

TH: A relação entre você e sua irmãzinha no filme, interpretada por Ruby Jerins, parece muito natural. Você pode falar sobre trabalhar com ela e construir essa relação?
Rob: Sim. Ela foi incrível. Desde o primeiro dia, ela estava completamente à vontade comigo. Lembro-me de estar sentado com Alan,Emilie e Ruby e todos nós estamos conversando sobre relacionamentos e perguntei-lhe apenas pra ser legal, "O que você acha que Caroline (seu personagem) pensaria?" E ela disse: "Bem" e chegou em toda aquela crítica sobre seu personagem e toda a história anterior dele e outras coisas e eu pensei 'Oh, ok. “Eu não vou patrocinar mais você mesmo” (ele ri). Mas, ela é uma improvisadora fantástica também e parecia completamente à vontade. Ela não parecia ser uma atriz mirim, então eu adorei. Qualquer hora que eu estava trabalhando com ela, você só sabia que você não precisava se preocupar com nada. Eu só meio que olhava para ela e sempre foi interessante o que ela fez.

TH: Você interpretou um estudante da NYU e o apartamento e outros locais pareciam muito reais. Como é estar em lugares reais para fazer uma performance sábia?
Rob: Eu sempre me senti, bem, se este é o apartamento de um aluno típico da NYU então (uau!) Ele vive na East Village nesse apartamento muito legal, só um pouco bagunçado, eu sempre pensei que fosse um pouco de mais. Parecia um apartamento de 1 milhão de dóllares pra mim. Mas isso ajudou. Antes de eu chegar a Nova York, eu estava pensando que seria muito fácil e eu poderia sair aqui e pegar muitos 'maneirismos' dos Nova Yorkinos, mas acabou mais parecido com um circo do que eu pensei que fosse ser (risos). Mas sim, isso foi (útil). (Foi útil) Principalmente filmar na NYU. Eu conheci algumas pessoas que foram lá também então foi fácil, e penso que o script ajudou também porque você sempre vê filmes de Universidades e são sempre com cerveja e tal, o que é tipo "Isso não pode ser real". Talvez seja. Eu não faço ideia (risos).

TH: Foi difícil entrar no personagem com toda a loucura das fãs em torno de você durante as filmagens em Nova York?
Rob: Meio que. No começo foi. Então, a meio caminho, eu de repente tive uma epifania sobre isso. Eu não sei como aconteceu, mas tive que aprender a bloquear essas coisas. Mas no começo isso estava me levando à insanidade especialmente por um personagem que está perdido e deveria estar à procura de coisas o tempo todo, e você não pode olhar para cima, porque de repente todas as câmeras fecham em você rapidamente e você não pode sorrir ou se comportar normalmente, porém você só tem que ser mais disciplinado sobre isso.

TH: O que você pensa sobre as pessoas dizerem que você lembra um ícone clássico de Hollywood, James Dean?
Rob: Não acho que é uma coisa ruim. Você acha? Digo, isso seria ótimo. E não sei se eles irão, mas penso que James Dean foi uma das pessoas mais influentes para os garotos jovens, especialmente atores, nos últimos cinquenta anos, definitivamente, e eu não estou envergonhado em dizer "Sim, eu sou muito influenciado por ele".

TH: Esse personagem não tem muitas semelhanças com Edward Cullen. Gostaria de saber se você está preocupado com o  estereotipo de mal humorado, de herói magoado?
Rob: Talvez eu seja mal humorado e magoado. Só estou realizando isso. Não, não estou. Você só dá pequenos passos. Estou ciente de que como as pessoas verão as coisas então você meio que tem que ir até a metade. Se eu fizer alguma coisa interpretando uma mulher de 400 kg as pessoas provavelmente irão julgar mais asperamente do que pessoas que têm sido peças dos personagens há vinte anos. Não de uma maneira premeditada, mas todos os projetos que estou fazendo parecem pequenos passos de bebê entre outras coisas. O que eu estou fazendo agora (Bel Ami) é completamente diferente de alguma forma, mas ao mesmo tempo, eu consigo muita intensidade. Isso é o que eu gosto nos personagens.

TH: As pessoas julgam seu trabalho diferentemente depois de Crepúsculo?
Rob: Sim, eu acho que as pessoas julgam meu trabalho de um outro jeito depois dos filmes de Crepúsculo. A visão deles é diferente, mas eu acho que não há nada para se fazer sobre isso. Eu levo isso mais em conta agora do que costumava. Fazendo a coisa de Dalí (Little Ashes), quando eu estava fazendo, nunca pensei que alguém assistiria. É um lugar bem diferente de estar quando você está fazendo um filme o qual ninguém verá, você não fica receoso de experimentar as coisas.

TH: Você sentiu isso quando estava pronto para trazer você inteiro para o papel em Remember Me?
Rob: Eu não sei. Eu não sei o que é o meu 'inteiro'. Eu sempre me sinto muito ligado a isso desde o começo, quando li o script primeiro.

TH: Como assim? Estamos lidando com a violência do acaso neste filme. Havia algo de seu próprio passado que você pôde trazer?
Rob: Não, é mais sobre as reações após isso (violência do acaso). A maneira que ele lida com o acaso. Um pouco disso foi cortado, mas eu lembro que depois da briga com o personagem do Chris Cooper, a mãe dele estava dizendo "você precisa processar a polícia" e eu estava tipo "Pelo quê?" Ele realmente não se importa. "Bem, depois tens que pedir desculpas!" e eu estava tipo "Eu não acho que você pode processar a força policial por uma 'desculpa'“. Foi este tipo de atitude blasé, mesmo quando ele foi o único a estar prejudicado. Eu sempre estive relacionado a isso. Olhando para o passado e rumores de rancor, eu realmente não faço isso. A maneira que a sua violência sai também é ilógica. Não é realmente contra alvos legítimos. Eu meio que me relaciono com isso. Quando você tem um espasmo de raiva vai, inevitavelmente, para o alvo completamente errado e faz com que você tenha mais problemas. Então, é melhor mantê-lo acorrentado o tempo todo.

TH: Muita raiva vai contra o personagem do pai interpretado por Pierce Brosnan. Como foi contracenar com ele? E essa é a sua relação com o seu próprio pai, algo assim?
Rob: (risos) Acho que minha relação com meu pai é o oposto. Com Pierce, as partes foram escritas muito mais controladamente. Ele era incrivelmente arrogante no script. E, Pierce parece um cara bem legal e ele lê o personagem com 'ele não é um homem horrível, ele não é um monstro' e isso muda totalmente na forma de relacionamento com Tyler. Você fica olhando pro cara que você sabe que o público pensará 'Ele é um cara certo' o que é meio que interessante. Esse cara, Tyler, está se rebelando contra nada. Você só está atacando, porque você sabe que ele pode ser atacado e ele vai se manter em pé depois de tudo, e Pierce foi ótimo. Eu não tinha idéia de quem eles não iam escalar para essa parte e quando (eles me disseram) que eu estava como 'é uma atuação firme a seguir'. Acho que ele era meio que perfeito pra isso.

TH: Você curtiu suas cenas de luta; atuando com os punhos em vez das palavras?
Rob: Sim. Eu amei. É completamente diferente. Eu nunca faço coisas como essa na realidade, então foi muito aliviante em várias maneiras.

TH: Foi assustador trabalhar com Chris Cooper, pai difícil do personagem de Emilie?
Rob: É, eu não sei como me sentiria se eu realmente tivesse uma luta pra fazer. Eu seria constantemente espancado por ele (risos). Mas é, estava bem aterrorizante. É bem difícil ser estrangulado. É realmente difícil parecer que está realmente acontecendo, porque ele fazia isso também. Se você só está sendo estrangulado nada acontece realmente. Você só fica lá. Eu estava testando isso comigo mesmo antes de filmarmos. Eu realmente não sei qual cara representa estrangulamento.

TH: Você já teve uma briga antes?
Rob: Bem, eu já fui espancado algumas vezes. Eu era um pouco idiota quando eu era mais novo. Sempre sem motivo, pelos meus olhos, de qualquer maneira. Isso foi bem depois que eu comecei a atuar e eu gostava de me comportar como um ator, e isso geralmente provocava muitas pessoas a me atingirem.

TH: Você se machucou nessa cena em particular?
Rob: Ah não, não mesmo. A única coisa em que eu me machuquei um pouco foi cortada do filme, quando eu fiquei furioso depois da minha própria impotência nessa luta. Você caminha para o grande confronto e termina completamente destruído pelo seu oponente. Eu fiquei me golpeando depois de tudo em um pequeno impulso de momento, mas eles tiraram do filme. Eu me bati tão forte que eu estava com muita dor durante o resto das gravações. Essa foi a coisa mais estúpida que eu já fiz (risos).

TH: Quando você fica louco na sala de aula é muito intenso também. A jovem atriz na sua frente parecia assustada.
Rob: Houve uma tomada que eles tiveram que cortar, porque parecia que eu não somente devia ser acusado de vandalismo, mas de prisão por abuso de crianças, porque eu o girei em torno da mesa e ele caiu, e ela saiu correndo para fora da sala de aula (risos) e eu tive que continuar com a cena e ser como 'Oh meu Deus, eu vou realmente ser preso por isso’. Foi ótimo. Ela parecia absolutamente aterrorizada depois de tudo, o que foi bastante divertido.

TH: Você teve algum problema com o sotaque do Bronx em Nova York?
Rob: Eu cresci assistindo filmes Americanos. Eu aprendi como atuar, em qualquer âmbito, por assistir o jeito dos filmes Americanos mais do que os Ingleses então eu meio que, em muitas maneiras, me sinto mais confortável falando com sotaque Americano. Parece mais real pra mim de várias formas.

TH: Na Saga Crepúsculo você tem trabalhado com vários atores jovens. Exceto Emilie, os atores nesse filme são mais velhos. É diferente trabalhar com atores mais velhos?
Rob: Sim, de várias maneiras, é diferente porque quando você está trabalhando com pessoas mais novas é como se estivessem indo para a jornada juntos. Tudo é novo pra vocês. Enquanto que trabalhando com pessoas experientes, eles são muito mais claros sobre o que eles querem trazer para o trabalho desde o começo, o que é muito bom de algumas formas. Mas, ao mesmo tempo, eles são bastante dispostos. Chris e eu estávamos reescrevendo a cena quando lutamos um com o outro durante o horário de almoço, um pouco antes. Eu nunca trabalhei com alguém que se prenda ao que eles querem fazer e é isso. É muito bom nos dois sentidos.

Tradução: Sheila Andrade

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