Robert Pattinson: entrevista com um vampiro

Traduzido/Publicado por Deia Almeida em 08 Mar 2010


Sua mãe costumava ser uma modelo, a partir dela, Robert Thomas Pattinson herdou sua boa aparência e uma paixão por atuar. Pattinson nasceu em Maio de 1986, em Londres, e seu pai é um vendedor de carros. Mas foi sua mãe que o incentivou a se tornar um ator e ajudou no seu primeiro grande papel na idade de 15 anos quando ele se tornou o boa-pinta Cedrico Diggory em um dos famosos filmes de Harry Potter. Isso é onde a diretora de Crepúsculo viu nele um par de anos mais tarde. Não convencido de que Pattinson poderia trazer o vampiro Edward Cullen a vida, ela o fez viajar de Londres  para Los Angeles para um teste. O teste foi uma cena de amor com aquela que viria a ser sua co-protagonista da saga, e também a jovem que roubou seu coração: Kristen Stewart.

Os fãs de Pattinson, que o ama incondicionalmente, sem conhecê-lo, derreteria a oportunidade de falar com ele e vê-lo do jeito que ele está por trás dos bastidores. Ele é um pouco tímido, inteligente e muito afável com conhecidos ocasionais à la Johnny Depp, um dos atores que ele admira. Seus olhos azuis são sempre sorrindo, especialmente sem o desconforto das lentes de contato que ele tem que usar enquanto está interpretando Edward em Crepúsculo, Lua Nova e no próximo filme, Eclipse. Edward é o personagem que, apesar de si mesmo, fez Pattinson extremamente famoso em todo o mundo.

"É muito atenção. Eu ainda não entendo por que algo como isso acontece, e acho que nunca vou entender. Deve ser claro que a pele é muito sexy (brinca). É muito difícil se ver como normal do modo de como as meninas te veem, começam a gritar e me pedem o favor de morder seus pescoços. Quando eu estava indo à escola, era justamente o oposto que acontecia comigo. Você perde um monte de privacidade, mas eu não estou reclamando. Não me interpretem mal, estou apenas tentando sobreviver ao novo fato que se transformou em um fenômeno quase tão grande como o vampiro que eu interpreto", diz ele, enquanto sentado na ponta da cadeira, apoiando os cotovelos sobre a sua pernas e segurando seu rosto nas mãos, é uma das suas poses favoritas.

Como Stewart, ele também bagunça de seu cabelo, que se tornou sua marca registrada. "Antes, eu costumava lavá-lo uma vez por semana. Eu não presto atenção em tudo, e agora todo mundo fala que eu não devo cortá-lo", diz ele, sorrindo. "Meu cabelo tem vida própria, como parvo." Ele não tem sido capaz de voltar para Londres e viver lá por um ano inteiro, porque ele tem trabalhado sem parar, e os hotéis tornaram-se sua morada permanente. Seus amigos dizem que ele está procurando uma casa em Los Angeles para viver com Stewart. É um relacionamento com fotos apenas como testemunha e não os próprios atores, isto porque, entre outras coisas, os seus publicistas proibem jornalistas de perguntar-lhes sobre isso.

Pattinson acabou de filmar a terceira parte da saga do vampiro, Eclipse, que será mais uma vez o foco do frenesi em cima dele que ele estreia em junho. Ele também filmou o drama romântico Remember Me, que também é sobre a estreia e no qual ele interpreta um jovem rebelde em uma história semelhante à de Romeu e Julieta. É sobre um amor proibido entre dois jovens cujos pais se odeiam. Segundo os críticos, o filme ajuda a mostrar que, antes do galã que ele não quer ser, Pattinson é um grande ator.

Eles devem lhe enviar uma centenas scripts. O que faz você escolher um filme como Remember Me sobre os outros?
O roteiro é incrível, e essa é a primeira coisa que eu olho e também o meu caráter. No início, eu pensei que seria apenas mais uma história. Quando li isso, eu percebi que era um drama que me permite expressar como um ator. Eu não tinha lido Crepúsculo e, no entanto, Edward também me tornou obcecado, especialmente a idéia de entrar na pele de um ser imortal e compartilhar as suas dúvidas. Eu não quero ser imortal, a qualquer preço, mas como um ator, esta saga me deixa ser assim de vez em quando.

Você também interpretou Salvador Dalí em Little Ashes. O que você aprendeu a partir dessa experiência?
Comecei a pintar e fingir que era ele, e graças a esse filme eu descobri o quanto eu gosto de pintura. E eu pensei que Dalí era um gênio, quanto mais eu lia sobre ele, mais sua mente me fascinou. Lá, eu interpreto um jovem Dalí, que só retornou à Espanha em Londres e que gosta de brincadeiras com seu amigo Federico García Lorca, jogando com suas emoções, dizendo que ele é gay. Foram três meses maravilhosos em Barcelona, e um outro ator britânico e eu éramos os únicos que não sabíamos falar espanhol, que vergonha. Mas eu caí de amor com a cidade.

Você viajava muito antes de ter que viajar por razões puramente promocionais?
Eu adorava viajar, e isso é o que mais me faz falta da minha vida antes do Crepúsculo. Agora eu gostaria de ir em visitas promocionais para lugares como Tóquio, onde eu podia andar mais pacificamente e levar uma pseudo-vida normal. Quando eu era jovem, fiz uma longa viagem a Berlim. Eu sempre gostei de explorar as cidades, indo para seus clubes. Sou músico, eu tinha uma banda e gostava da atmosfera. Agora eu compenso isso compondo, quando estou nos hotéis, durante as filmagens. Quero produzir um registro, mas quando tudo isso passar, mais tarde. As pessoas na rua me chamam de Edward, se eu lançar um álbum, eles estarão indo para comprá-lo pensando que Edward é a pessoa que está cantando. Que estranho!

Em Lua Nova, você só apareceu em um dos sonhos de Bella. O Eclipse como será?
Eu não posso adiantar muito, mas não é tão intimista para os outros dois, porque muitos dos personagens estão em guerra. Taylor [Lautner] e eu temos muitas cenas em que parece que estamos com ciúmes uns dos outros, e que foi muito fácil porque é incrível o quanto ele transformou seu próprio corpo. É incrível. De repente, Taylor transformou um Jacob, que é o protótipo do sonho de um adolescente. Todos os personagens se unem no filme para salvar Bella.

Você está de algum modo semelhante ao seu vampiro, Edward Cullen? Você consegue entender a paixão que sente?
É muito difícil comparar-se com um vampiro. O que eu mais gosto nele é que ele é muito lírico, muito branco ou preto, sempre vai aos extremos. Ele ama, mas não pode apreciá-lo, porque ele tem medo do seu amor, matando-a. Acho que o filme é uma metáfora perfeita da abstinência sexual (risos). Edward é conflitante, e eu também sou. Ele é um pouco escuro, e eu tenho meus momentos depressivos. E quanto a sua abordagem ao amor, acho que estamos iguais. Eu gosto de emoções duradouras, eu quero estar com alguém por 10 anos e não apenas durante 10 minutos. Como Edward, eu sou muito intenso.

Você e Kristen se tornaram muito famosos, ao mesmo tempo. Você quis ajudar um ao outro a entender o fenômeno?
É ótimo compartilhar experiências intensas com alguém que também está tentando entender o que está acontecendo ao seu redor. Não é fácil tornar-se um cartaz preso na parede de um adolescente, não há escola para prepará-lo para isso. Kristen é uma grande atriz, eu aprendi muito com ela. Mas, basicamente, eu acho que somos parecidos porque nós dois queremos ser atores, apenas isso: nós nunca tentamos ser cartazes.

Tradução: Deia Almeida

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