Tradução das scans da revista Tú

Traduzido/Publicado por Ana Clara em 16 Dec 2010


Se você tem delírios por esse rapaz você deve ficar muito alegre. Este mês,  ele estará em cartaz com dois filmes: o dramático “Lembranças” que ele nos mostra uma nova faceta, e o muito esperado “Eclipse”, no qual ele interpreta o vampiro mais sexy de todos os tempos. Não te martirizes mais!

Conquistou a todos no set
Enquanto nos descrevia sua aventura durante as filmagens, a qual resultou em um caos, nos chamou muito a atenção que a mega estrela fala em um tom de voz tão baixo que realmente tememos que o gravador não registre sua voz. Ao seu lado, o diretor Allen Cutler nos assegurou que não são exageros as histórias sobre as multidões de fãs durante a filmagem: “Haviam garotas que voaram de países como Japão para ver Rob realizando o filme. Era uma loucura, foi uma gravação realmente horrível”.

Em “Lembranças”, Rob está muito bem acompanhado por Emile de Ravi (Lost), Chris Cooper, Lena Olin e Pierce Brosnan, que descreve Pattinson como “um jovem que foi lançado para a estratosfera da fama. Pelo que pude constatar, tem um bom coração, é humilde e foi muito valente ao escolher um papel como o de Tyler, porque tem o peso da saga Crepúsculo respirando literalmente na nuca. Dependerá dele escolher este tipo de projetos interessantes para filmar em tempo que fiquem livres depois de fazer essas superproduções.”

RobPatt foi um menino super tímido
Depois de esperar por meia hora em uma suíte, finalmente ele apareceu muito sorridente, com uma atitude tímida e usava jeans escuro, camisa cinza com camiseta preta por baixo, jaqueta verde militar e uma garrafa de água na mão. Agora estréia seu filme “Lembranças”, filme independente no qual interpreta um jovem diferente de seu protagonista de Crepúsculo, já que da vida a Tyler, um garoto que ele mesmo descreve como “alguém que – depois de perder seu irmão – se sente perdido. Ele tem pais ricos, mas é muito orgulhoso e não serve para nada. Ele tem problemas de atitude, algo que não é nada raro em alguém de sua idade, quando acredita saber mais que todo o mundo”, assegurou Rob.

Até o momento, a produtora da terceira parte da saga de Stephenie Meyer mantém grande sigilo sobre o que veremos em Eclipse. Edward Cullen, personagem que lançou Robert à fama, terá que lidar entre pedir Bella Swan em casamento; a contínua proteção que deve fornecer a ela diante ao exército de vampiros que se dirige à Forks; e a iminência de uma guerra com os lobisomens se violarem os antigos tratados com a transformação de Bella em vampira. No filme estará Bryce Dallas como a nova Victoria e a colombiana Catalina Sandino como a vampira Maria.

ENTREVISTA EXCLUSIVA EM NOVA IORQUE

Sobre o feito de aparecer como produtor de “Lembranças”, Rob nos contou: “A verdade é que não sou o que se diz de um produtor no sentido real do título (risos). Passei os últimos dias esclarecendo isso”.

Tú: Por que não você não se considera um produtor real?
RP: Quando cheguei à “Lembranças” já estavam quase todos. Eu gostei da idéia que Allen Coultier (diretor) e Will Ferrel (roteirista) tinham para o filme, e minha única contribuição foi ajudar para que se preservasse essa idéia, para que as pessoas do estúdio não a mudassem. Apenas respaldei o que eles queriam criar desde o princípio. Fiz pequenas contribuições, mas não o trabalho dos reais produtores. Senti-me mal ao ver meu nome nos créditos, mas não podia pedir a eles que tirassem, não queria ser mal agradecido.  Estou muito contente que graças ao sucesso de Crepúsculo esse projeto pôde ser financiado, essa é uma das coisas boas que chegaram com essa saga.

Tú: Devem chover projetos para você, por que fazer “Lembranças”?
RP: Não sei. Li o roteiro depois da filmagem de Crepúsculo no verão e foi algo na história que me fez sentir identificação com ela. Eu gostei do roteiro, não tinha fórmula pronta na estrutura nem no diálogo. Não parecia um filme de adolescentes nem um drama típico, é uma história que não se pode classificar em um só gênero e me dei conta de que queria ser parte dela. Além disso, tinha a vantagem de que poderia fazê-lo no período livre que tive entre a filmagem da segunda parte e a terceira de Crepúsculo, é uma produção pequena e as filmagens poderiam ser realizadas nesse tempo, assim parecia a opção perfeita para aquele momento. Eu adorava a idéia de estar em um filme em que os personagens estão tão bem escritos. Não podia deixar passar essa oportunidade.

Tú: Você se identifica de alguma maneira com a visão do mundo de Tyler, seu personagem em “Lembranças”?
RP: Não creio que ele tenha uma visão de mundo, essa é uma das coisas que eu gostei no personagem. Sua rebeldia parece vir de nenhum lugar, não tem nenhum interesse específico na vida ou algo pelo qual se apaixone, nem nada lhe foi tomado. Ele se rebela precisamente porque parece não ter nada que o detenha. No entanto, tem essa coragem terrível dentro e não sabe bem o que fazer com isso. Suponho que também me senti identificado de alguma forma com Tyler, no aspecto de que não sente desejo de fazer nada, especialmente quando li a primeira vez o roteiro, porque não estava trabalhando em nada, estava tão chateado com ele (risos).

Tú: Que parte em ser ele foi a que você mais gostou?
O fato de que sempre vê um significado maior em tudo, aprecia a vida e seus momentos de uma forma muito intensa. Um tem certa angústia de não estar desfrutando as coisas em sua plenitude ou de que não vê as coisas em sua dimensão real. Suponho que isso me agradou muito no personagem e me fez sentir identificado, a forma como ele aproveita tudo, bom ou ruim.

Tú: Você acha mais fácil interpretar alguém como Tyler ou alguém que está em outra etapa da vida?
RP: Não sei se isso é bom ou mau, mas creio que a única maneira de interpretar algo de forma real é fazendo-o tão teu como possa e buscando coisas com as quais te identificas com o personagem. Isso, obviamente, não quer dizer que estejas interpretando a ti mesmo o algo assim, mas o fato de que eu tenha a mesma idade que ele me foi muito útil e fez com que me sentisse muito identificado com ele.

Tú: Tivesse a oportunidade de desfrutar a cidade durante a filmagem?
RP: Eu adorei filmar em Nova Iorque, era como tornar realidade o sonho de todo jovem: viver esse tipo de vida despreocupada em East Village, essa é a vida que gostaria de ter se fosse estudante. Durante o tempo de filmagem não tive tempo de apreciar a cidade porque estava trabalhando e é muito complicado para eu sair, por causa dos paparazzis e as fãs que nos seguiam por todos os lados. Mas minha irmã viveu aqui há alguns anos e teve a oportunidade de conhecer a metrópole. Durante a filmagem estive preso em um quarto de hotel a maior parte do tempo (risos), mas estar na Big Apple sempre é divertido.

Tú: Além de ator você é músico, podemos esperar alguma surpresa sua logo?
RP: Gostaria de fazer algo assim, mas não tive a oportunidade ainda.

Tú: Há detalhes de ser tão famoso que não parecem tão atrativos, vale a pena?
RP: Aqui (Estados Unidos) é diferente da Inglaterra, que é onde moro. Lá vivo minha vida de maneira mais normal. Se saio nunca tem ninguém me esperando nem nada do tipo, o que acontece aqui é muito raro. Mas não é tão terrível, só que você tem que se adaptar e aprender a bloquear as coisas que te chateiam, é só que é estranho não poder sair e conhecer pessoas, porque você sabe que alguém mandará uma mensagem por Twitter e então você vai ficar cercado. Neste meio você sempre ouve histórias de outros atores que deixaram de fazer muitas coisas por causa da fama e o assédio constante de repórteres e admiradores, de modo que esse é o único detalhe que posso dizer que é frustrante do reconhecimento do público.

Tú: E em que momento você compõe canções agora que está tão ocupado com a atuação?
RP: Antes escrevia muito e as canções nasciam durante os momentos de descontração; improvisando coisas saiam duas estrofes de uma vez. Mas quando tens a pressão de entregar algo, é diferente, não posso trabalhar assim. Meu processo para compor tinha mais a ver com a energia das noites, não eram canções nas quais eu pensasse muito, era um processo inconsciente. Sentar-me para fazê-las me parece complicado; além disso, não posso realizar duas coisas ao mesmo tempo. Quando estou fazendo um filme não escuto música. Farei outro filme depois do que estou filmando e então terei tempo para me dedicar à minha música. Com sorte isso será por volta do final do ano.

Tú: Você fez a segunda e a terceira parte de “Crepúsculo” uma atrás da outra, foi complicado filmá-las em tão pouco tempo entre as duas? Você não cansa?
RP: Foi complicado. Imediatamente depois de “Lua Nova” fiz “Lembranças” e quando terminei rodei a terceira parte da saga. Foi difícil porque são papéis diferentes e não tive tempo de fazer uma preparação antes de filmá-las.

Tú: Quão difícil foi se concentrar nas cenas externas com Emilie de Ravin, quando tinhas centenas de fãs e fotógrafos gritando para você o tempo todo?
RP: Emilie foi muito compreensiva a respeito dos paparazzis e fãs que não deixavam de fazer barulho, além disso, havia muitos que vinham vê-la porque Lost tem bastante seguidores. Quando sabiam que ela também estava no set, a loucura dobrava! (risos). A verdade é que ela sempre se manteve mais tranqüila em relação às multidões que se agrupavam nas locações nas quais filmávamos, e nós dois estávamos muito emocionados de fazer personagens diferentes depois de termos nos concentrado em um por tanto tempo, ela com Lost e eu com Crepúsculo.

Tú: Foi chato gravar assim?
RP: Eu lembro um momento no qual estava furioso por tantas distrações, estava prestes a fazer algo a respeito, então veio alguém da produção me dizer “imagina a confusão que seria se você decide bater em alguém na frente de 40 fotógrafos?” a idéia me deu crise de risos e foi embora a raiva.

Tú: Você vê esse filme como a oportunidade de ensinar às pessoas que você é muito mias que o vampiro do sucesso “Crepúsculo”?
RP: Creio que “Lembranças” tem um valor especial para mim por muitas razões. Não estou certo de que uma das razões seja demonstrar que sou muito mais que “Crepúsculo”. Também fiz a primeira e a segunda parte da saga porque me pareceram importantes por diferentes motivos naquele momento, pois eram passos que queria dar em minha carreira e pensei que, com certeza, iria aprender algo com elas.

Tú: Você gostaria de continuar fazendo filmes independentes?
RP: Não, não necessariamente, seria melhor dizer que farei os filmes cujos roteiros me parecerem interessantes. Não escolho o que faço segundo o pressuposto do filme, me fixo em tudo que a história representa de diferente ao que já tenha sido feito antes e que os demais participantes sejam atores estabelecidos, reconhecidos e interessantes, aqueles dos quais eu possa obter uma boa experiência.

Tú: Como você faz para não ficar louco com a forma em que sua vida mudou nos últimos anos?
RP: Quando falo com meus fãs eu faço com o sotaque estadunidense, é como se não saísse do meu personagem em Crepúsculo, sinto como se ainda estivesse atuando todo o tempo. Suponho que é a única forma em que posso suportar toda essa loucura.

Tú: Você se arrepende de algo?
RP: A única coisa que me arrependo é de ter mudado meus dentes um pouco para fazer o primeiro filme. Se supunha que eu teria que usar presas e jamais as usei, assim eu acho que agora arruinei por completo minha dentadura (risos).

Tú: O que você pode nos dizer sobre “Eclipse”, a terceira parte de “Crepúsculo”?
RP: A verdade é que não posso dizer nada, ainda não assisti. Apenas hoje vi o trailer.


Via | Tradução: Júlia Menezes e Deia Almeida

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