Entrevista do Rob para a Style Magazine (Itália)

Traduzido/Publicado por Ana Paula em 26 Mar 2011


O protótipo real dessas mutações gerais é Rob Pattinson: 24 anos de idade, e Inglês em Hollywood, onde ele ficou mundialmente famoso atuando como o pálido Edward Cullen ( e antes disso, como Cedrico Diggory, um aluno exemplar de Hogwards da serie Harry Potter). Ele brinca e admite que não tem nada em especial em “morar em hotéis e viajar pelo mundo”. No entanto, ele criou uma nova identidade masculina. Hoje na véspera de um importante teste para ele: seu novo filme Água para Elefantes: Ele é o protagonista do filme melodramático, gravado em um circo, inspirado no Best-Seller de Sara Gruen.

Tendo sito rotulado com um ídolo adolescente, agora esta sendo testado como um verdadeiro ator?
Rob: Eu tive essa chance de atuar com Cristoph Waltz e se apaixonar por Marlena ( Reese), sua esposa. Viajar com um circo, eu visitei lugares na América que ficam longe de Hollywood. Esse filme contém segredos obscuros, assim como na vida. E ele passa essa idéia de que o amor pode salvar vidas, que eu realmente acredito. Não sou brega, mas tenho uma alma romântica.

Você se da bem com as meninas?
Rob: Eu cresci com duas irmãs mais velhas, então eu tenho um grande respeito pelas mulheres. Eu odeio de pudor, e ostentação do corpo me deixa entediado. Sexo e sentimentos pra mim caminham lado a lado.

Seu lado roqueiro: as pessoas dizem que você gasta noites com seus amigos ouvindo Tom Waits, Van Marrison e o falecido Jeff Buckley.
Rob: Musica é o aspecto essencial da minha vida. Eu gostaria de atuar em um filme sobre Buckley, a voz dele, as suas composições me ensinaram muito. Estou interessado em sua criatividade, na sua existência, e também na sua morte por afogamento que aconteceu em 1997 no Mississipi.

Qual tipo de uso você faz da Internet?
Rob: Uso pratico. Meu filme favorito no ano passado foi The Social NetWork e um dia eu gostaria de conhecer David Fincher. Tudo o que ele faz é interessante, e ele trouxe o melhor de um ator que eu admiro muito, Jessé Eisenberg.

Sr. Pattinson você é um ídolo, e quem é seu ídolo?
Rob: Jack Nicholson. Ele teve uma grande carreira e sempre atua muito bem em seus personagens. Considerando que, no final, pra um monte de gente eu sou apenas o vampiro Edward, e na minha vida eu sou só apenas Robert. Dividimos o mesmo penteado. Mas quando eu leio um artigo inteiro sobre meu cabelo, eu dou minha melhor gargalhada britânica.

A propósito: o que lhe trouxe de Londres para Hollywood?
Rob: Difíceis perspectivas de trabalho. Eu não tinha grandes experiências como ator, e tinha feito alguns ensaios de modelo, então veio o cinema. Em Vanity Fair eu era filho de Reese, e nesse ultimo filme eu sou seu amante.

Pra ser honesto, não é um grande currículo.
Rob: Não, na verdade não tinha certeza se eu queria ser ator, sempre quis ser um escritor ou musico. Mas então eu me apaixonei com o aspecto aventureiro do cinema, e encontrei a disciplina, a ética, e vou te falar uma coisa, foi esse chamado interior que me ajudou a dar a estrutura adequada a minha vida.

A fama estava próxima, a fama não humana: o vampiro. Como Robert Pattinson protege sua personalidade de fãs que se interessam somente pela celebridade?
Rob: Eu sou um cinéfilo, eu sempre amei cinema, é uma paixão. O cinema é o mais importante meio de comunicação: Ele nos faz sonhar, e amplia a nossa imaginação, e sim, ele pode nos ajudar a tornarmos pessoas melhores. Eu comecei a estudar Frances só porque estava interessado no romance do diretor Godard. Mas tudo isso não me torna uma ‘celebridade’ mesmo estando em Hollywood.

Quão importante foi a sua família na sua educação?
Rob: Eu tenho uma família solida duas irmãs, Lizzie é musica assim como eu; sim, eu toco piano e violão e também escrevo musicas para Crepúsculo. Contínuo sendo um britânico, ainda me lembro dos meus dias de escola publica, em Harrodian, onde eu não era um aluno extraordinário, mas sempre curioso e aberto a diversidade cultural. Minha família me ensinou o sentido da realidade, do dever, recusar qualquer tipo de histeria e nunca me considerar melhor que os americanos por ser de Londres. Eu odeio todo tipo de esnobismo: porque isso tem muitas vezes racismo por trás dela.

Nós sabemos muito sobre a sua vida. Como um homem e um ator, como você descreveria você mesmo?
Rob: Meu pai Richard vendeu carros por anos, minha mãe trabalhou como agente no show business. Eu comecei atuar quase por acaso na escola e eu tocava em uma banda. Nunca pedi muitos calçados e roupas, eu nunca fui muito sociável, e nunca vou ser. Eu lia muito, e ainda leio, meus escritores favoritos são russos, Dostoiesvski, Nabokov.  Eles tiram sarro de mim no set porque estou sempre lendo algo. Ultimamente eu estou lendo novamente livros do meu escritor inglês favorito, Martin Amis. Seus livros são relatos extraordinários da vida contemporânea e da psicologia.

Quando aconteceu o grande pondo de transição entre o jovem ator e o super star?
Rob: Cheguei a um ponto e disse: Eu vou ser um ator profissional, procurei a origem nos meus personagens, fazendo algo real desde um trabalho efêmero. Isso me permite viver qualquer coisa que eu queira viver, e também ser ativo na política verde, pra ser um cidadão do mundo. A fama é uma desvantagem e não um privilégio, que muitas vezes complica as coisas. Eu tento não me hospedar em hotéis de primeira classe, vôos de primeira classe, designers que mandam toneladas de coisas pra você, milhares de meninas por todos os lugares...

Você consegue resistir a tudo? Pode definir a si mesmo o que tem que recusar? Você esta imune a fofoca?
Rob: Minha vida privada esta fora do limite. Eu nunca falei sobre minhas paqueras, eu não sou um homem de amores curtos e superficiais. Não falo sobre meus relacionamentos com amigas, sem mencionar que eu não falo sobre rumores com a minha relação com Kristen Stewart, que é uma atriz que admiro por ser uma pessoa real, uma atriz de verdade. E foi a química que tive com ela que me ajudou a conseguir o papel em Crepúsculo. Eu não deixo as pessoas tirarem fotos das casas que eu alugo tanto em Nova York quanto em Londres. Quando estou em L.A vivo a maior parte do tempo em hotéis. Você pode viver muito bem no anonimato em um quarto de hotel, principalmente quando você tem um piano pra tocar.

Quão importante você considera seu estilo? As roupas que você usa?
Rob: Eu gosto de usar Calvin Klein, sapatos Ingleses, camiseta e jeans confortáveis. Eu sempre fui influenciado pelo look de James Dean. Antigamente elegância era conformismo, hoje é individualidade. Talvez devêssemos encontrar um equilíbrio.

Memoráveis viagens ao redor do mundo?
Rob: Eu evito quando tiro férias ir pra lugares da moda, eu prefiro viagens com amigos, como os estudantes que escolhem hotéis legais, cafés nas profundezas da America, onde um monte de gente não me reconhece. Pessoas simples que me ensinam como a vida não é só ‘Crepúsculo’. Eu viajo pra manter meus pés firmes no chão.

Você esta interessado na vida real?
Rob: Eu ainda estou interessado na política verde e em animais, de preferência sem os paparazzi me seguindo por ai. Eu tenho um cachorro, meu verdadeiro companheiro de vida, que nunca vai estar em uma sessão de fotos. Essa coisa toda de bem estar animal esta profundamente em meu coração: foi muito bom poder trabalhar com tantas espécies diferentes em Água para Elefantes. Eu tenho uma concepção liberal e democrática da minha vida.

Parabéns, mas você não acha que essa é uma atitude super grave para um ator famoso como você?
Rob: Esse sou eu, simplesmente eu: Eu não estou interessado em relacionamentos casuais, eu preciso conhecer as pessoas, eu não estou fazendo uma afirmação existencial aqui: eu simplesmente quero uma família, com duas ou três crianças. Não é engraçado? Eu realmente preferiria falar com animais do que com as pessoas que acham que me conhecem só pelos meus filmes.

Cosmópolis, o filme de Cronenberg, vai ser um filme super-serio inspirado no romance de DeLillo, que fala sobre uma viagem metafórica para a America antes de 9/11.
Rob: Vou interpretar um homem contemporâneo: ambicioso, leviano, e com uma ansiedade subterrânea: Ótimo material.

Fonte | Tradução: Jakline

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