Robert Pattinson diz que interpreter um bilionário obsecado por sexo o revelou como ator

Traduzido/Publicado por Milla em 07 Jun 2012


TORONTO — O famoso diretor canadense David Cronenberg e, a estrela de Crepúsculo, Robert Pattinson são dificilmente radicais contra a ordem estabelecida.

Mas você nunca saberia disso pelo filme, Cosmópolis, que estréia no Canadá dia 8 de junho.

Cosmópolis já teve sua estréia triunfal no Festival de Cannes, mas o torontoniano Cronenberg e o londrino Pattinson estão felizes em estar de volta à cidade onde filmaram o filme, no ano passado. 

Com looks casuais, em calças e camisas, em um no hotel no centro de Toronto, o elegante cineasta e o lindo protagonista, vestindo um boné de baseball, estão se disponibilizando para promover o filme, que expões obsessões atuais com ganância e poder.

Mas Cronenberg disse que Cosmópolis é menos um desculpa para as diatribes sociopolíticas, e é mais sobre uma oportunidade de apresentar uma nova história. E sim, o cineasta de 69 anos entende que o filme atinge às telas como protestos anticapitalistas presentes em todo o mundo.

O filme, baseado no Romance de Don Delillo (2003), acompanha o dia bizarro na vida de um investidor milionário de Manhattan, Erick Packer (Pattinson).

“Eu escrevi o roteiro há quase três anos atrás”, disse o diretor. Ainda sim, ele está bem com o fato de que Cosmópolis possa ser associado aos eventos atuais.

 “Toda a estrutura do livro era muito rica em significado social e comentário”, observou Cronenberg, que refletiu o tema em seu roteiro. “E qualquer boa peça de arte tem um significado universal e complexidade, e é provocativo em muitos níveis.”

Isso inclui a trama simplista, porém subversiva do filme, que tem o bilionário narcisista de Pattinson viajando pela cidade em sua limousine branca e chique, para cortar o cabelo, até enquanto sua carteira de valores desmorona ao seu redor. 

Durante sua viajem na limousine, ele vai a reuniões e faz um balanço de sua vida isolada enquanto uma visita do presidente dos EUA tumultua o trânsito de Nova Iorque, e os manifestantes anti Wall Street atacam seu veículo em rota.

Esse é o papel mais exigente de Pattinson, até agora. Mas ele sabia dessa realidade quando ele aceitou fazê-lo. 

“Eu estou, praticamente, em todas as cenas do filme,” ele disse. “Foi assustador para mim até quando comecei a fazer o filme.”

Aparentemente, Cronenberg o ajudou em algum dos momentos mais difíceis, mas o ator logo percebeu que o esforço extra era necessário, porque se esperava que ele fizesse o diálogo exatamente como estava escrito.

“Eu gosto bastante de aprender as falas mecanicamente,” disse Pattinson. “Eu passei todas as noites das filmagens lendo-as.”
Não é por acaso que o papel de Packer é uma transição notável de seu vampiro dos sonhos, Edward. Pattinson vai terminar seu relacionamento de cinco anos com Edward e com a Saga Crepúsculo, após a estréia de “A Saga Crepúsculo: Amanhecer— Parte 2” no dia 16 de novembro.

Certamente, o tom vanguardista de Cosmópolis e as perspectivas cínicas de Packer são partidas importantes para o ator de 26 anos.  
Em uma cena, o Packer de Pattinson faz sexo com uma sócia (Juliette Binoche), em sua limousine, como se o ato fosse uma reunião de negócios. Suas breves discussões com sua esposa recatada (Sarah Gadon) do lado de fora da limousine, acabaram se tornando mais negociações do que conversas. 

De volta a limousine, as coisas se tornam mais estranhas quando o obcecado por sexo, Packer, recebe um exame retal de um médico, que descobre que ele tem uma próstata assimétrica.

 “Normalmente você consegue dizer o que vai acontecer em um roteiro a cinco páginas dele, mas não isso,” disse Pattinson. “É louco sentir o perigo de fazer algo como Cosmópolis, mas também foi empolgante uma vez que comecei a fazê-lo.”

No clímax, Packer tem confronto verbal de 22 minutos, com um ex funcionário (Paul Giamatti), que ameaçou matá-lo. O diálogo pesado do confronto parece mais adequado ao palco do que à tela.

Certamente, o filme mais recente de Cronenberg representa seu retorno a uma maneira mais bizarra de fazer um filme, comparado com sua abordagem direta em Um Método Perigoso, do ano passado.
Mas o diretor acredita que todos os seus filmes — de Shivers a Cosmópolis — têm uma coisa em comum.

“Eu sempre fui interessado na linguagem,” disse Cronenberg. “A linguagem sempre foi algo crucial para mim. Minhas raízes criativas são mais literárias que cinematográficas.”

De fato, Cronenberg e Pattinson apreciaram a oportunidade de fazer a interação prolixa de Cosmópolis, que se reúne na conclusão. 
 
“Nós descobrimos que coisas como “padre-confessional” que evoluiu,” disse o diretor.

Pattinson adicionou: “Nós sabíamos, quando estávamos fazendo o filme, que ninguém nunca tinha feito algo como isso anteriormente, e não deve funcionar.”

Enquanto isso, a parceria vai continuar de alguma forma. “Nós esperamos trabalhar juntos novamente,” Cronenberg confirmou.
“Não há filmes de sinal verde, mas não queremos parar com Cosmópolis. Nós nos divertimos e Rob se tornou um de meus atores favoritos.”

Sorrindo timidamente, Pattinson não pode fazer nada a não ser acenar positivamente em direção a Cronenberg, oferecendo um quieto ‘Obrigado’.

“Isso é fantástico,” ele disse. “Eu não tinha pensando em mim, particularmente, como ator, até agora.”


Fonte:vancouversun | Tradução: Isis Esteves

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