NowToronto Entrevista: Robert Pattinson & David Cronenberg

Traduzido/Publicado por Milla em 07 Jun 2012


Robert Pattinson não estava esperando estrelar em Cosmópolis. Na verdade, ele não pensou que um diretor como David Cronenberg fosse considerá-lo para o projeto.

“Eu realmente nunca me levei a sério como um ator antes,” ele diz, he says, mal acordado na manhã posterior a estréia de gala do filme, em Toronto. “E [então] você é escalado num filme como esse, e atinge Cannes e não é um desastre total e eu não acabei com toda a carreira de David…”

Os olhos de Cronenberg enrugam-se. “Veremos,” o diretor diz. “Isso ainda está no futuro.”

À beira de uma estafa após ter filmado o final de duas partes de Saga Crepúsculo: Amahecer, Pattinson esteve pensando seriamente em se desvencilhar dos filmes.

“Eu estava com a intenção de me esconder por alguns anos,” Pattinson diz. “Eu só queria fazer papéis pequenos. O tempo se foi – para mim, especialmente – quando você podia aprender no trabalho. Eu quero dizer, mesmo a idéia de ir a uma companhia de repertório ou algo do tipo – todos vão filmar nos seus telefones, e isso acontece exatamente nos filmes. Então eu quis tentar fazer papéis pequenos, eu achei que poderia aprender algo disso. Mas então, isso apareceu .”

“Isso” era o papel de Erick Packer, um gênio bilionário das finanças que vivencia um colapso profissional e pessoal, em uma viagem de carro por Manhattan, na adaptação feita por Cronenberg do romance alegórico de Don DeLillo. A maneira como Cronenberg estruturou o filme– filmando na sequência, constantemente selando Pattinson e seus colegas em uma limousine e os dirigindo remotamente– impulsionou Pattinson para um tipo de epifânia criativa.

“Isso tira um monte de problema de autoconsciência,” ele diz. “Eu fiz um filme onde muitas coisas estavam debaixo d’água” (esse seria Harry Potter e o Cálice de Fogo, que o colocou no mapa como o garoto brilhante e amaldiçoado, Cedrico Diggory), “e isso foi parecido com aquilo. Você sente que você tem pouca coisa pra provar quando você está num lugar tão pequeno. Há pouquíssimo espaço do mundo exterior fazendo parte disso, então é bem simples.”

Cronenberg, desfrutou tanto colocar Pattinson nos passos de Packer, que ele está ansioso para repetir a experiência, possivelmente com outro membro de sua companhia de repertório.

“Você conhece pessoas com quem você trabalha e você sente que você realmente gostaria de trabalhar com eles novamente,” ele diz. “Foi desse jeito com Rob, e também me senti assim, obviamente, com Viggo [Mortensen]. E então comecei a pensar, ‘Wow, Rob e Viggo em um mesmo filme seria espetacular, ’ porque eu sei que eles se dariam bem, mas eu também penso que criativamente, na tela, seria fantástico. Mas eu não tenho um projeto, exatamente; nós temos algumas possibilidades. Então, estamos falando sobre isso. É possível que isso nunca aconteça, porque é tão difícil fazer as coisas, sério – especialmente qualquer coisa interessante. Esse é mais ou menos onde estou, fazendo filmes que são difíceis de serem feitos.”

Em toda a seriedade, porém, os dois esperam colaborar em outro filme.

“Nós sentimos que o destino nos reunirá novamente,” diz Cronenberg.

“Eu estou criando uma conta no PayPal,” Pattinson ri.

“Sim, isso aí,” Cronenberg diz. “Estamos em crowdsourcing (é um modelo de criação e/ou produção, que conta com a mão-de-obra e conhecimentos coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos). Por favor, se você tem algum dinheiro agora, apenas o ponha na mesa.”

Clipes da entrevista (clique para baixar)
David Cronenberg sobre o dano causado por agentes financeiros como Erick Packer:
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Robert Pattinson sobre a fala que resume Cosmópolis para ele:
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Cronenberg sobre por que não há nenhum ponto de conexão entre sua nova produção com a produção anterior:
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Cronenberg sobre trabalhar “nas margens” e fazer filmes menores:
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Fonte:nowtoronto | Tradução: Isis Esteves

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