Vampiros, a sedução no terror

Traduzido/Publicado por Deia Almeida em 01 Jun 2010


São a “encarnação” do homem ideal: bonitos, milionários, seguros de  si mesmos, olhar profundamente erótico e gestos de cavalheiro com uma luz de mistério que os fazem terrivelmente desejáveis.

Assim são os vampiros modernos, personagens saídos da literatura de terror que agora inundam as telas de cinema e televisão que fazem às novas gerações de mulheres desejar a seus companheiros a partir deste novo protótipo.

O terror, esse sentimento que nos pode deixar paralisados, é uma das fontes que a sedução tomou para gerar o desejo sexual.

O personagem que encarna os vampiros que com suas olhadas, segurança, elevada auto-estima, mistério, elegância e ótima posição econômica fazem com que suas vítimas não só queiram cair em seus “caninos”, mas passar a ser uns entes iguais.

A novela de terror é uma invenção da literatura da Idade Média e, em específico, a vampírica teve sua origem com a personagem de Drácula, criado por Bram Stoker, quem pôs a base do terror moderno onde se explora mais o psicológico que o físico.

No entanto, naquele personagem as características do sedutor não estão em sim no livro, mas no filme que anos depois Francis Ford Coppola fez, introduzindo à história uma narração de amor romântico.

Entrevista com o Vampiro é outra das produções cinematográficas que fizeram suspirar a mulheres e homossexuais, com Brad Pitt, Antonio Banderas e Tom Cruise seduzindo-nos entre eles e tomando eroticamente o sangue de suas vítimas, além de criar um desejo interno nos cavalheiros por ser esse tipo de homens conquistadores, milionários e poderosos.

Hoje, a retaguarda de Crepúsculo marca a moda na juventude sobre a idealização do amor eterno, o sacrifício por este, enaltece o trágico romance tipo Romeu e Julieta, mas sobretudo marca o tipo de galã da moda.

Para que esta classe de terror tenha sucesso, deve usar um elemento. O erotismo no cinema é um dos mais valiosos de seus recursos, todos gostam e nos põe frente aos desejos, mas o mais importante ainda, nos põe frente à fantasia.

Com estes personagens os ideais sexuais se reacomodam, se bem que na vida real poucas pessoas deixariam de sentir medo frente a um assassino que tirasse sua vida bebendo seu sangue, na fantasia erótica é muito sedutor cair nos braços de um homem como este.

Por outra lado, algo de real tem os personagens, já que manuseados desde a psicologia, o vampiro é uma espécie de Casanova que podemos encontrar na vida real, enquanto a vítima que se apaixona por eles, são mulheres de baixo perfil, com auto-estima baixa ou, de pouca beleza com problemas emocionais que devem proteger pela sua debilidade, insegurança e inocência, como há muitas na sociedade.

Observação

Pesquisadores da Universidade de Michigan concluíram que os homens têm maior risco de mortalidade na sua vida devido ao sexo; enquanto as mulheres investem mais fisiologicamente na reprodução, eles competem por casamentos.

A investigação assegura que esta concorrência leva a estratégias que são mais arriscadas para os homens, tanto psiquicamente como fisiologicamente, o que termina em índices superiores de mortalidade com relação das mulheres.

Entre os fatores relacionados com este nível de concorrência reprodutiva masculina, e que contribuem para maiores índices de risco e mortalidade, se encontra a poligamia, situação social na qual um homem mantém relações sexuais com numerosas mulheres e se beneficia ao ser o sexo dominante.

No caso oposto, o estudo encontrou que enquanto mais igualitária é uma sociedade e mais dedicada à monogamia, se adotam menos riscos extremos, “mesmo que não exista uma cultura humana que este livre desta concorrência”, assinalou.

Tradução: Deia Almeida

Fonte: El Siglo de Torreón


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