Quando o livro é a estrela, quem necessita de um ator famoso?

Traduzido/Publicado por Deia Almeida em 23 Aug 2010


Hollywood descobriu que, nesses casos onde o livro é a estrela, sai mais rentável apostar em rostos desconhecidos, uma tendência que seguiu as adaptações de "Twilight" ou "Harry Potter".

Por um lado, a crise obriga a reduzir custos e os cachês das estrelas fazem ficar ainda mais cara uma superprodução. Por outro lado, um rosto muito popular para uma adaptação com muitos adeptos é mais difícil de encaixar na imaginação do leitor.

E assim, os atores desconhecidos são os que ultimamente dão o pulo do gato para colocar seu rosto nos heróis de milhões de leitores nas últimas adaptações dos best-seller à grande tela.

Uma operação mais ainda inteligente foi a do filme "Crepúsculo", baseada na trilogia vampírica que transformou Stephanie Meyer em multimilionária. Os heróis românticos Bella e Edward, mortal e vampiro respectivamente, custaram o que para Hollywood são dois inexperientes nesse primeiro filme.

A diretora, Catherine Herdwicke, vinha do cinema independente, e contratou dois jovens de carreiras mais bem insípida: Kristen Stewart e Robert Pattinson. Com 37 milhões de dólares arrecadou 392 no mundo inteiro e pôs no mapa dois ídolos para os adolescentes.

No segundo filme, "Lua Nova", com 50 milhões de dólares, ainda funcionou melhor e acumulou 709 milhões de dólares e com o terceiro, "Eclipse", com 68 milhões -os atores iam aumentando suas exigências- voltou a arranhar mais 652 milhões. Uma operação perfeita. 

Tradução: Deia Almeida


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