Robert Pattinson se encontra em uma situação onde ele "não pode ganhar" - LA Times

Traduzido/Publicado por Marina em 19 Aug 2012


NOVA YORK - Jon Stewart tentou comprá-lo com um sorvete Karamel Sutra da Ben & Jerry. O apresentador do "Good Morning America", George Stephanopoulos ofereceu-lhe o cereal Cinnamon Toast Crunch. Mas talvez batatas fritas teriam sido um melhor truque para que Robert Pattinson derramasse alguns detalhes pessoais suculentos sobre seu rompimento com sua co-estrela Kristen Stewart.

"A cultura da mídia é uma coisa monstruosa", Pattinson lamentou na tarde de quarta, atolando fritas em sua boca entre baforadas no cigarro eletrônico. "Você não pode vencer. A coisa chata é que você não pode atacá-los, mas você não pode se defender. A melhor coisa que você poderia fazer é socar um paparazzi e dar-lhes o seu grande prêmio."

O ator de 26 anos de idade tem feito publicidade esta semana para a promoção de seu novo filme, "Cosmopolis", que estréia sexta-feira. Mas a blitz promocional, que incluiu também uma premiere em Nova York e outras passagens, parecia ser o máximo para provar sua resistência emocional, depois da explosão dos tablóides após as fotos surgiram de Stewart em posições comprometedoras com Rupert Sanders, de 41 anos de idade que a dirigiu em "Branca de Neve e o Caçador".

Sentado ao lado de Pattinson para dar apoio moral no hotel Mandarin Oriental em Columbus Circle estava o diretor de "Cosmopolis", David Cronenberg. O cineasta canadense, cujos filmes desafiadores de art-house quase nunca merecem a atenção em tal proporção, estava lá como uma espécie de amortecedor, mas também parecia estar em silêncio divertindo-se com o circo da mídia. A agente do ator não permitiu que Pattinson se sentasse sozinho para a entrevista com o The Times, e até sugeriu que os repórteres não perguntassem a ele sobre sua vida pessoal, ou "Crepúsculo".

Mas "Crepúsculo", é claro, é como Pattinson tornou-se talvez o ator jovem mais reconhecido de sua geração. No filme da franquia, baseado no romance best-seller de Stephenie Meyer para jovens adultos, ele interpreta um vampiro melancólico que se apaixona por uma garota humana (Stewart). A série de filmes já arrecadou mais de US $ 2,5 bilhões no mundo todo desde o lançamento em 2008 e será concluída em novembro, com um quinto, "Amanhecer - Parte 2." O romance de Pattinson fora das telas com Stewart só alimentou a popularidade dos filmes de vampiros.

Quando o assunto Stewart-Sanders estourou na capa da revista Us Weekly em julho, que inicialmente parecia que havia pouco demais para a cabeça de Pattinson. Mas as desculpas públicas de Stewart geraram simpatia não só para o homem injustiçado, mas também uma nova onda de interesse por "Cosmopolis", que tinha estreado em meio à resposta mista do Festival de Cinema de Cannes, em maio.

Isso pode ajudar Pattinson com seu esforço para criar uma carreira pós-"Crepúsculo". Embora ambos de seus colegas de elenco de "Crepúsculo", Stewart e Taylor Lautner, tenham tido o centro do palco em seus filmes com os estpudios, Pattinson principalmente se hospedou no mundo indie. Seu maior filme não-"Crepúsculo" foi "Água para Elefantes", do ano passado, um romance de época de orçamento modesto, com Reese Witherspoon, que teve respeitáveis US$ 117 milhões no mundo todo. Os projetos menos comerciais de Pattinson, no entanto, afundaram nas bilheterias – o drama do 11 de setembro, "Lembranças" só arrecadou US$ 8 milhões de dólares americanos no mercado interno em 2010, e o drama do século 19 "Bel Ami" caiu em junho, nunca indo para mais de 15 teatros.

Em "Cosmopolis", Pattinson interpreta um bilionário jovem à beira da ruína financeira que se auto-destrói ao longo de um dia, ele ganhou algumas das melhores críticas de sua carreira por sua atuação como o destacado jovem mago.

Cronenberg, que adaptou "Cosmopolis" do livro de Don DeLillo de mesmo nome, disse que se sentiu que Pattinson era certo para o papel em grande parte por causa de sua boa aparência, que aparece em quase todos os quadros do filme. Antes de escalá-lo, o diretor assisti todos os filmes que o nativo de Londres tem aparecido, e viu uma série de entrevistas com Pattinson no YouTube para ter uma noção melhor de sua personalidade.

"A força dos filmes ‘Crepúsculo’ não é a atuação", reconheceu Cronenberg. "Mas isso não quer dizer que fazer 'Crepúsculo' requeira presença e profissionalismo. Está dizendo que este é um desempenho de Oscar, ou Alec Guinness? Essa é uma discussão completamente diferente. Mas você joga alguém em um set cansativo como esse - uma pessoa normal pode ser morta em uma hora."

Aquecendo para sua própria defesa, Pattinson interveio: "Com este pessoal de filme continua dizendo, 'Esse vai ser o filme onde ele pode provar que ele pode atuar?’ É como, 'O que você acha que eu tenho feito?' "

"Por sinal", Cronenberg acrescentou, "ele é um cara britânico fazendo um sotaque americano. Pessoas não percebem que há um monte de atores muito bons que não conseguem fazer sotaques, e eles não dão crédito a Rob por isso."

"Oh, me dê alguma coisa!" Pattinson disse com uma risada e dando uma tragada em seu cigarro, que brilhava um vermelho eletrônico com cada inspiração.

Ainda assim, é claro que Pattinson às vezes questiona sua capacidade de atuar. Antes do início da produção de "Cosmopolis", ele disse que estava tão inseguro de sua capacidade de fazer o papel que ele se sentou "tremendo, absolutamente aterrorizado" durante o primeiro teste de tela.

Os nervos são um pouco surpreendente, considerando que o papel de Pattinson em "Cosmopolis" não parece tão distante de sua própria vida. Assim como seu personagem no filme - que permanece isolado em uma limusine por horas enquanto ele lentamente atravessa Manhattan para cortar o cabelo - Pattinson disse que desde que "Crepúsculo" estreou, ele teve "quatro anos sendo colocado gradualmente em caixas cada vez menores, e você tem o desejo de sair." Ele é também uma parte do 1% - de acordo com a Forbes, que ganhou 12,5 milhões dólares americanos para as duas últimas partes de "Crepúsculo" - um número que ele diz "não é completamente verdadeiro."

"Estranhamente, eu fui para o bar no outro dia e havia um grupo de pessoas protestando contra alguma coisa 1%", lembrou. "Eu dirijo este tipo de caminhonete [que bebe muito combustível], porque eu comecei a surfar - é uma Silverado 2001 que eu comprei no Craigslist por, tipo, US$ 2.000 ou algo assim eu estava escondido na parte de trás da caminhonete, quando vi o protesto. pensando, 'eu não quero me envolver nisso.' "

Os manifestantes, Pattinson disse, não reconheceram ele e um amigo. "Quando os manifestantes nos viram, eles estavam meio, 'Nós não estamos gritando com você. Você está dirigindo este pedaço de .... Você não é parte do 1%."

Pattinson insiste que é terrível, com suas finanças: "A única coisa que eu sou bom com o dinheiro é jogá-lo ao vento. Eu não entendo [no que eu o gastei]. Eu tenho exatamente o mesmo estilo de vida de quando eu tinha 15 anos."

"Olhe para a forma como ele se veste", opinou Cronenberg, aludindo ao informal Pattinson, quase garoto de fraternidade, vestido em uma camisa pólo, calça jeans e boné para trás.

O ator disse que sente uma pressão para aparecer "insuportavelmente conservador" porque sente que cada movimento dele está sendo analisado. Ele diz que gostaria que os banqueiros fossem caçados pelos paparazzi e a TMZ também, mas sabe que isso é irreal.

"A indústria dos tablóides faz coisas terríveis, terríveis para o mundo. Isso torna as pessoas estúpidas", disse ele, as bochechas corando. "As pessoas dizem que [tablóides] são sobre o escapismo, e as pessoas têm que ficar longe da miséria do mundo. É tipo, 'Não, as pessoas são preguiçosas, e não querem tentar.' ... Toda vez que eu olhava para uma revista como essa, eu me arrependia. Ganho absolutamente nada com isso. E nem ninguém."

Fonte LA Times


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