Entrevista para revista RED UK

Traduzido/Publicado por Juh Sampaio em 14 Apr 2011


Há mais de Robert Pattinson que seu papel como esse vampiro e ser um destruidor de corações. Ele fala sobre o sucesso, sobre seus perseguidores e sobre por que ele gosta de tocar blues.

Se lhe pedisse para descrever Robert Pattinson, as opções para as palavras "solitário"ou "chato " não seriam as primeiras a sair de sua língua. Mas, se tivéssemos de escolher esse caminho, isso é precisamente o que o ator britânico multi-milionário e destruidor de corações de 24 anos (incluindo muitas pessoas de uma certa idade na revista Red que o conheceríam melhor) nos faria acreditar. Isso de que trabalha sem parar. Que não tem nenhum amigo. Nem vida social. Que se dá melhor com os animais que com as pessoas. Não importa se a estrela de Twilight é um dos atores mais influentes em Hollywood ou faz parte da lista das pessoas mais influentes da revista Time. Em Beverly Hills, o tímido e encantador ator fala de seu novo filme Water for Elephants, dos fãs que o seguem e de por que seu coração pertencerá sempre a Inglaterra.

Tenho certeza de que minha vida é diferente de como as pessoas percebem. Tenho trabalhado sete dias por semana. Eu não faço nada! Não descanso. Eu estive pensando no outro dia em que ninguém me ligou. E de qualquer maneira, eu trabalho constantemente. E quando não trabalho, sou alguém que sabe todos os nomes que fazem parte da equipe, só para dizer "Ei, o que você está fazendo esta noite? Eu posso ir com você?" [Risos]

Agora mesmo, estou sempre cansado. Estou em modo pausa. Estou apavorado porque eu trabalho o tempo todo e não tenho tempo nem para pensar. Eu chego em casa, ponho o despertador, durmo e vou trabalhar no dia seguinte. Estou desejando as temporadas de viagens para pegar o avião e poder dormir. A situação é ruim nesse ponto.

Acabo de adotar um cão agora. O tenho faz dois dias e ainda não tem nome. É um cão vira-lata que eu resgatei de um canil. Por alguma razão, estava em um estado de ânimo sensível e precisava de um cão. Ele é incrível. Parece uma hiena. É bom ter esta criaturinha, especialmente quando se está sempre nos hotéis. Este será meu porto de origem.

Estava gravando um filme em Barcelona e havia uma garota que me seguia silenciosamente. Ela ficava em frente ao apartamento onde eu estava hospedado e me pedia todos os dias que lhe desse um autógrafo. Todos os dias eu jantava sozinho porque não conhecía ninguém. Ela falava bem inglês e parecia normal, então uma noite lhe perguntei: 'Você quer jantar comigo?' Naquela noite, estava assutado, eu só reclamava sobre a minha vida e desde então nunca mais a menina voltou. As pessoas se cansam de mim em mais ou menos dois minutos.

Antes de Crepúsculo nunca havia tido os papéis de protagonista.
É divertido quando o mundo de repente muda de opnião e você é visto de uma forma diferente.

Sempre tem me surpreendido que acabasse em uma categoria do estilo de Justin Bieber.É preciso muita energia e esforço para criar isso - tem um monte de gente por trás dessa histeria. E isso é desde o começo. Eu nunca me vi assim como isso.

Antes de assinar para Water for Elephants, Francis Lawrence me levou ao lugar onde vivia Tai. A vi levantar-se sobre uma só pata e fiquei cerca de quatro horas jogando bola com ela. Eu podia lançar uma bola e ela pegava com sua tromba para me devolver de novo. E eu estava como: 'Okay, mesmo se este filme seja o pior que faça, trabalharei com esta elefanta durante três ou quatro meses, então aceito.'

Acho que tenho mais afinidade com os animais que com as pessoas. Os elefantes emitem este tipo de aura que os redeiam. Há algo incrivelmente pacífico sobre estar com grandes criaturas que são realmente amavéis. É o primeiro trabalho em que eu não volto para o meu trailer depois de gravar uma cena - simplesmente fico por perto. Foi um grande entretenimento durante todo o tempo que durou.

Meu personagem, Jacob, é muito ético e leal, um bom homem. Encontro mais fácil interpretar esse tipo de pessoas. Suponho que é como ser eu. Mas também gosto de interpretar pessoas que não têm absolutamente nenhuma moral. Me atrai o outro lado, as pessoas que querem destruir completamente o mundo.

Minha primeira interpretação foi quando tinha 16 anos, e estava interpretando o filho de Reese no filme Vanity Fair e agora interpreto seu amante. Ela é a mesma agora que era antes. Tem uma aura de boa energia que transmite a todo o mundo.

No filme, Jacob faz acreditar que é um bom veterinário para conseguir o trabalho no circo - posso me relacionar com isso.Toda vez que alguém me pergunta sobre algo, tento respondê-lo o melhor possível [risos]. Mesmo que seja mais difícil melhora tudo, porque agora as pessoas me conhecem. Quando cheguei pela primeira vez a Los Angeles, eu costumava pensar que era a coisa que queria fazer, porque tinha muitos trabalhos nas minhas costas. Só tinha 21 anos. Então, quando as pessoas me perguntavam o que eu desejava, lhes dizia que havia ido a Oxford e que havia treinado na RADA. Depois tudo correu muito bem.

No início destes últimos filmes de Twilight, estive constantemente na academia porque tinha que estar sem camisa todo o tempo. Estava trabalhando obsessivamente e tornando-me muito saudável enquanto ia com a bicicleta todo o tempo. Então, assim que terminei o trabalho 'sem camisa', parei de repente e nunca mais voltei a uma academia de novo. Agora não posso me dar ao luxo de ir.

Escrevo música, mas não o tenho feito há bastante tempo - mas eu tento. Tenho que estar incrivelmente deprimido para compôr uma música. Tenho que me levantar chorando, então componho uma canção. Mas não choro com muita frequência. Chorei quando foi o último dia de gravar de Tai (a elefanta), e vi o filme 'March of the Penguins' no outro dia e me fez chorar.

Sinto falta da Inglaterra. Sei que soa ridículo, mas a luz em Londres é diferente a de qualquer lugar do mundo e também é o cheiro. Sinto falta dos jornais - sinto falta de ler a página de esportes. Sinto falta do futebol, do Arsenal. Sinto falta de beber
uns quartinhos nos pubs.

Realmente não penso sobre ser um destruidor de corações para as mulheres de todas as idades.  É genial, mas você espera que seja algo que se relacione por quem você é, em vez de ser algo relacionado com as imaginações das pessoas. A única coisa que você pode fazer é, se alguém gosta dos teus filmes ou de você mesmo, tentar ser bom, para que as pessoas te apreciem. Você espera que eles gostem de você pelo que é, ao invés do que eles imaginam que são ou como te
percebem.

Fonte | Scans | Tradução: Thaís Fernandes


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